sábado, 30 de abril de 2011

Homem Maravilhoso


Uma crônica a respeito desse homem maravilhoso
Venho por meio dessa lhe informar do prêmio. Será entregue em sua residência. Em plástico bolha, fita crepe, caixa de papelão, papel dourado espelhado.
Pode colocar na mesinha preta, ao lado daquele troço legal que sua mãe te deu. Uma peça de design chique e um coração ensanguentado.
Vão te perguntar de onde vem aquele coração e você vai ter mais uma história pra contar baixinho, no ouvido das garotas: essa é boa, quer ouvir? Eu no meio de suas carrancas, cabeças de faraós, estrelas e leões. O vencedor.
Pode voltar a respirar, pode fechar a janelinha emperrada da cozinha. Caso fique pesado para a sua decoração, me deixe com os bonequinhos do banheiro.
Não serviu a saudade que eu sentia só porque você espremia saquinho por saquinho do shoyo longe de mim. Nem era longe, era logo ali, mas eu sentia saudade. Você queria uma prova, você queria a cabeça pra levar pro rei do seu peito. Você queria decapitar a mente que poderia te magoar.
Eu jurei, um dia, vendo você dormir e gostando tanto de você pra pouco tempo, que não teria medo e seria doce e não escreveria uma linha e você seria o escolhido pra não ser mais um escolhido.
Mas você levou meu coração, então só me resta a maldade, a bondade contrariada, que sempre me faz recorrer ao lugar comum de escrever um texto. O lugar onde tanta gente já esteve, o que é uma mentira só pra te ferir. O amor não é um jogo mas você ganhou.
Daqui a pouco você vai se perguntar o que faz exatamente com isso, se não era melhor ter me deixado com o coração, assim eu poderia continuar gostando de você. Eu gostar de você só é um mérito se eu puder ir junto.
Talvez você me mande de volta o prêmio, a caixa rasgada, o papel dourado amassado, o laço frouxo, o coração assustado. E me peça que continue apenas sentindo saudade de quando você demora com os saquinhos de shoyo.
Pra gente voltar de onde se tem coragem. De onde a pressa é angustia solitária e não um caminhão de lixo que se joga no outro. De onde a insegurança é um gatinho preso numa jaula alta e não um tigre alimentado pelo ego. O amor recém-nascido e alimentado com água pura. Eu estava nele quando você achou que diminuindo seu ritmo você aumentaria suas chances.
O triste, e por isso eu te ligo e reclamo que é solitário, é que enquanto você pensa em chances, ritmos e ganhos, eu só penso em você.
 Tati Bernardi
Ps: Adoro a autora do texto, sempre me identifico com algo que ela escreve.
Mas esse vai especialmente para alguém do meu PASSADO, passado, aquele tempo que se foi, e que nunca deveria ter voltado.

beijos

sexta-feira, 29 de abril de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Inunda-me

Não me venha com esse chove não molha. Ou vem e me inunda, ou me deixa seca e quieta por aqui.



Saudades disso aqui. ;*

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Olhos baixos..

Ouvi a notícia que eu tanto esperava. Mas não deu tempo de ter qualquer reação, nem mesmo um sorriso. Porque logo entendi a razão dos seus olhos baixos (...)

Todos sabiam que um dia iria ocorrer, mas a demora nós fez até acreditar que dava certo, mas não, só faltava coragem, coragem essa que só veio agora porque o coração já estava cansado demais pra lutar por algo que nunca valeu a pena.

Eu te amo, e vou estar contigo p. sempre!

Ps.: Seria tão mais fácil se não tentássemos ser a exceção de toda regra.

Irmão. s2

... se teve começo, que tenha fim ♫